sábado, 9 de novembro de 2013

Corpo exaustivo, corpo saudade, corpo dor, corpo ontem, corpo amanhã, corpo sem saber pra onde ir.
Corpo que vira e revira cada sensação interna, desde o frenesi sentido na primeira vez que te vi até a saudade que arranca pedaços dentro da gente e corta cada fibra da ternura e da felicidade momentânea que retira o sorriso de quando olhamos um pro outro e nos abraçamos como se aquilo bastasse, como se fosse suficiente em meio a tanta coisa que esse mundo carrega nas costas. Aquilo era suficiente pra mim. Era como um banho de mar noturno, nua de qualquer preocupação. Aquilo era o que eu mais precisava diante de tanta saudade que ainda havia da história de janeiro. Aquilo era como uma esperança a qual eu me agarrei em meio a uma montanha de dor que foi cultivada durante um ano. E quando me libertei, você surgiu. Não sei se você ajudou a me libertar ou se no momento que chegou o espaço já estava aberto pra algo novo.
Não sei quando passou.
Não faço ideia.
Mas eu sei, que quando você chegou
toda a bagunça
toda as coisas antigas
toda a angústia se foi se foi pra tão longe que eu nem enxergava mais pitada de tristeza ou qualquer resquício da confusão passada.
Passado. Havia passado absolutamente tudo. E eu me sentia completamente em paz e inteira novamente e fui cultivando cada pedacinho da minha nova felicidade. E tudo estava tão bem, tão nosso. Tão junto...
até que
até

fim.

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