sábado, 25 de agosto de 2012



Peninhas vão-se embora e voam pra negritude de um céu anoitecido.  Uma por uma, como se eu as soprasse a cada segundo, e meu coração estava despenado, adormecido. Eram penas de pássaros mortos por mim mesma, que cortei-os um a um, pra formar balões, só assim, por bel prazer. E as penas desses foram parar em minhas mãos, e quando saiam iam formando novamente pássaros. Pássaros verdes que tingiram meu vestido, meu cabelo. E iam tingindo minhas mãos, cobrindo o sangue vermelho de verde, até que resolveram ir embora, e me levaram junto. Fomos todos nós, eu, o balão de pássaros e o sangue sonegado por menina.

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