Este blog não tem a pretensão de ser nada além de um lugar onde eu tenha a liberdade de escrever o que quero e você tem a liberdade de dizer o que quiser.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
polícia , pra quê?
terça-feira, 31 de julho de 2012
Uma boca palavreando.
vem aqui
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Sem título.
Eu não sei como dizer e nem o que dizer. Tava fitando a lua hoje, e lembrando, do seu olhar pairando no meu, discretamente. Tão discretamente a ponto de você não conseguir encarar-me de fato. Uma imensidão de sentidos devem existir ai dentro, e você sempre mostrando apenas aquele sorriso , mostrando-se amigo de todos. Eu queria ser sua amiga. Queria ser sua. Mas não te conheço, me perco pensando no que realmente você trás ai dentro. Quem é você, afinal? Diga-me de uma vez por todas, diga-me o que pensa de mim, do mundo, de você. És tão peculiar, tão assim, tão você. Não sei definir se foi erro ou não, se foi erro, foram dois, duas vezes seguidas. Eu sempre insisti em você, há alguma coisa ai dentro que me atrai e me impulsiona a te observar, a desvendar cada vez mais o que você faria quando está perto de mim. Queria poder dizer que você é um bom amigo. Mas normalmente, são amigos aqueles que conhecemos, e a gente só conhece o que cativamos e o que nos cativou, e isso, infelizmente, não aconteceu com nós. Talvez assim, nos conformes, no tocar inusitado, no abraço singelo, na vontade de conhecer, talvez assim , cativar-se-á.
vermelhando
domingo, 1 de julho de 2012
manhã falante
sábado, 30 de junho de 2012
Depois de tanto choro, de tanta raiva e angustia aclamada , postulada em uma manhã de sábado e uma noite de sexta. Depois de tanta coisa, de tanto tanto. Depois a brisa leve bateu na porta, e ao abrir, as cores calmas começaram a dizer olá,começaram a balançar dentro de mim, e vieram tão discretamente, que não deu nem pra pensar em não abrir a porta. O tempo tem sido meio insolidário, mas , dá pra ir vivendo e sorrindo, e amando... Amando.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Pulmões dizendo
Foi quando entrei no ônibus, que percebi os olhares perpassando-me o corpo, e eram tantas pessoas, mãos, corpos, todos juntos em um só local, todos perdidos encontrando uma fuga em plena quarta-feira. Respiração plena. Inspiro e expiro. Sinto o ar entrando em meus pulmões, pulmões cansados, exaustos, pedem por água, por flores, por cores. E foi quando minha respiração aliou-se com todos os outros sentidos de meu corpo, e foi atribuindo para si mesma uma noção do porque estava funcionando. Uns com respirações ofegantes, outros com uma respiração fragmentada pelo cansaço e eu ali respirando, olhando e sentindo o calor pungente de pessoas, que como eu, possuem sonhos, desejos. Mas nesse momento, eu só queria ouvir minha música, e respirar, sentir na pele o que é o ar entrando, ar sujo da cidade, ar pobre, ar preocupante, agitado e regido pelos relógios , ar faminto, faminto de amor que permeia tantos andarilhos como eu.
Palavras a tintilar
domingo, 10 de junho de 2012
Bom dia amarelo.
sábado, 9 de junho de 2012
perdendo as palavras
sexta-feira, 8 de junho de 2012
reticências
Palavras estão ai em um burburinho, me chamando, e eu acabei de perde-las, estava aqui escrevendo, quando elas foram apagadas e minha revolta foi grande, mas isso é outra história. Eu falava de palavras, sim, aquelas que andam me perseguindo, e querendo sair de alguma forma, porque a fala está rasa, voz -quase inexistente- dor, dor latente na minha garganta, então, não dá pra falar. Mas escrever, dá. E é isso, são as palavras procurando-me e eu não sabendo o que elas querem, digam-me, digam-me o que dizer! O leitor vai parar de ler, enquanto vocês não saírem. Sinto que vocês só vem à tona pra dizer sobre sentir. Não quero dizer sinto. Não quero dizer. Quero palavras, palavras vivas, latentes, com cheiro de pão fresco saindo do forno. Eu quero adjetivos, substantivos, verbos; ponto finais de vez em quando. Mas reticências, são bem vindas, sempre, sempre... Sempre...
sábado, 2 de junho de 2012
Não é pra Entender.
Boca imaculada? O que é boca? O que é vermelho? Colar significativo pra mim. Música, andança, vento vento, palavras soltas(?) O que aconteceria se eu batesse nessas teclas como se elas fossem as teclas de um piano tocando Los Hermanos? Assim, do jeitinho que eu tô sentindo a música agora; se as notas musicais virassem palavras conforme eu fosse batendo em cada tecla, a mais b mais nota, mais música, sonoridade, lentidão, mais e mais! As palavras vão flutuando, sabe, vão saindo, e a gente nem percebe como. Sinta as palavras como a música... Essa mesmo. Essa música. Boca. Lábios. Língua. Você subverteu.
domingo, 20 de maio de 2012
Cabides.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Sem título, sensações.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
17
sábado, 21 de abril de 2012
Cidade-dorme.
sábado, 17 de março de 2012
Decida o título, e sinta o corpo.
Luz imarcescível.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Manifesto do sentir.
-esboço feito no ônibus-
segunda-feira, 5 de março de 2012
Máscara de um olhar .
Encobria sua face, e delineava parte do seu rosto de uma maneira tão bela, que é difícil descrever. A renda preta era discretamente perfeita para seu rosto, parecia que fazia parte de sua pele. Seu olhar dissimulado enebria tão fortemente, eram negros -os olhos- de um negro intenso e fugaz, o mundo afogava-se nela. Seu vestido reluzia no salão principal, e os olhares eram todos voltados para ela. Não se sabia o nome, não se sabia nada sobre aquela mulher. Seus seios eram tenuemente delicados, e por tanta delicadeza, chamavam a atenção. O vestido contornava sua cintura tão precisamente, que parecia ter sido costurado exatamente para ela. Sua boca era frágil e pálida, virgem talvez, virgem de amor. Mas o que realmente levavam os outros convidados à outra orbita eram seus olhos, negros como a asa da graúna, profundos, arrastavam qualquer um para dentro dela, tragava os sentidos de qualquer pessoa. E eu em meio a tantos corpos, música, cores, pensava em como dizer para ela que sua alma refletia naquele momento. Não conseguia tirar os olhos dela, seguia cada passo seu pelo salão, foi quando começou a tocar Vivaldi, com os braços meio cansados, ajeitei a gravata e fui ao seu encontro, suavemente toquei-lhe o ombro , e nesse momento ela virou, senti o o calor de sua face encontrando a minha, e então ela parou e simplesmente fitou-me. Eu não sabia o que dizer, meus pensamentos perdiam-se em meio a tantas alusões que essa mulher me trazia. Então, eu não disse nada. Só peguei sua mão, e a convidei com os olhos, a dançar. Ela não hesitou. Passou seus braços finos e alvos sobre meu pescoço e começamos a dançar. Nossos passos iam conforme o nuance da música, por ora rápidos e em pequenos intervalos de tempo devagar. Sentia seu perfume de flores, que me confundiam a mente. Ela possuía algo enfeitiçador. Foi quando a música parou. Ficamos abraçados, e tudo girava ao meu redor, estava ficando tonto, tonto de amor. As imagens foram sumindo, ouvia sussurros e sentia seu hálito fresco cada vez mais forte próximo da minha boca. Foi quando tudo apagou. A música cessou, as cores sumiram, eu só sentia uma coisa: Sua pele na minha, roçando-me o rosto e dizendo algo que eu tentava entender, mas não conseguia. Meus batimentos desvaneceram, o relógio foi voltando a bater e a cortar meus pulsos, que sangrando pediam socorro. Pausa. Eu nunca mais a vi.
domingo, 4 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Sentir le parler
Nous pouvons parler d'âme
Raconter l'histoire dan les entre lignes
Utiliser le français autrement
Ne pas parler seulement, mais oui sentir, sentir la parole
Le naturel de l'oralitè
Aller pour Paris? Un songe, peut-être.
Mais pour le moment, ça suffit parler.
Dire, est nécessaire
Je m'exprime sans crainte
C'est bon parler, sentir, vivre
Alor, vivez, mais aussi ecoutez.
Inaiara Gonaçalves.
-
Tradução meia tigela rs:
Sentir o falar
Podemos falar da alma,
Contar a história nas entrelinhas
Usa o francês diferentemente
Não só falar, mas sim sentir, sentir a fala
O natural da oralidade
Ir para Paris? Um sonho, talvez.
Mas por ora, já basta falar. Dizer, é necessário.
Eu me expresso sem receios.
É bom falar, sentir, viver
Então, viva, mas também ouça.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Amor temporal
"Somos tão jovens (...)"
De longe a vi, sentada entre uma comunhão de cadeiras vazias, a cúpula com a imagem de Jesus logo em a frente, santos de todos os lados suplicava-lhe atenção com o olhar lacrimejante. A menina tinha os cabelos pretos como a asa da graúna e a pele branca, olhos negros e distantes pediam para alguém que seu coração fosse abraçado. "Acalente-me", ela pensava. Os anjos observavam-na e sorriam, tocavam em seus cabelos e ela se arrepiava. Foi quando ela pensou: "Quem é Deus? Por favor, se apresente." Estava distante de toda aquela redoma sacramental, ela tinha a sua fé, sem depender de alguma religião. Os vitrais coloridos eram a única coisa ali que pareciam com ela, uma junção de pedacinhos de vidro colorido formando uma bela imagem, a menina era constituída assim, como os vitrais. Nesse momento era um vitral com medo de despedaçar, um tanto descrente do vai dar certo, não sabia como pensar, o que dizer. Medo de seguir pelo caminho errado. Trilhões de palavras foram jogadas em sua mente, foi obrigada a enxergar as coisas pelo olhar de outro. Confusão total. Por mais que tivesse sua fé própria, estava com a espiritualidade um tanto rompida, precisava sentir mais a presença de Deus. Mas foi observando os vitrais que lembrou de quando observava o céu, sentia o vento, e só dessa forma já tinha certeza de Ele estava ali, ao seu lado. Não precisava vê-lo, porque ele é o amor, e isso é o que ela mais tem.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Fique.
O sol nunca brilhou tanto como ultimamente, a água nunca foi tão límpida, nem o vento tão gélido. O azul do céu toma conta dos meus pulmões, e eu aspiro esse ar novo como se tivesse nascido agora.
Talvez eu tenha mesmo nascido agora, nesse instante. Meus olhos são de criança, tenho me encantado com o novo, questionado o desconhecido, abraçado o sorriso adulto-adulterado. No fundo eu tenho vivido, como nunca havia feito antes. Hoje eu sinto o que é sentir, no sentido mais lato da frase. Redundante? Talvez. Sinto, sentir, sentido.
Por favor, fique. Fique áurea nova. Acalente-me, envolva-me. Viva-me como estou te vivendo.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Para alguém que longe está.
De preferência não muito alto.
-
Vem e vai
Volta e fica
Pede e tem
O que estou fazendo?
Claridade de sentidos
Pensamento dançante
Curiosidade andante
O que estou fazendo?
Anceia e permanece
Promete e (des)promete
Saudades intermináveis.
Espero e canso.
Ando.
Volte!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
amo o amar.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Marina Lima
Meu amor se você for embora
Sabe lá o que será de mim
Passeando pelo mundo a fora
Na cidade que não tem mais fim
Hora dando fora hora bola
Uma irresponsável pobre de mim
Se eu te peço para ficar ou não
Meu amor eu lhe juro
Que não quero deixá-lo na mão
E nem sozinho no escuro
Mas os momentos felizes
Não estão escondidos
Nem no passado e nem no futuro
Meu amor não vai haver tristeza
Nada além de fim de tarde a mais
Mas depois as luzes todas acesas
Paraísos artificiais
E se você saísse à francesa eu viajaria muito muito mais
sábado, 24 de dezembro de 2011
Cataventos finais.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
palavras mal-formuladas
Estou cansada da incompreensão das pessoas quanto a minha pessoa, será que é tão difícil entender que eu gosto do completo do louco do insano? Eu gosto do certo junto ao incerto, gosto do veneno mais amargo e da fruta mais doce, gosto da irreverencia em seu ápice.sábado, 26 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo, mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo,
era uma coisa sua que ficou em mim,
que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
Cazuza - Poema
O capitalismo é uma corrida.
por Inaiara Gonçalves e Rafael Magalhães
O capitalismo é uma corrida. Estamos sempre buscando desenfreadamente por novas técnicas, para assim obtermos um sucesso profissional ou até mesmo pessoal. Estamos sempre à procura de sermos melhores que os outros, e nos destacarmos em meio a todo esse sistema. A questão é que isso já está impregnado na sociedade, a própria ideologia criada pelo sistema estigmatiza isso na gente. E a partir do momento que pensamos só em um desenvolvimento próprio em relação às coisas chegamos ao ponto principal: O individualismo.
O capitalismo só é compatível com a liberdade individual, a propriedade privada dos meios de produção, visando assim objetivos de uma só parcela da população. Não tem como o sistema beneficiar todos, se seu principal objetivo é individualizar tudo. E então acabamos criando duas classes principais da economia capitalista: O proletariado e a burguesia. E é exatamente isso que acontece, o isolamento de pessoas, a individualização de soluções, e tudo isso beneficia o próprio burguês, que está sempre tendo lucro com a situação.
Mas como o ser humano chegou a ser tão individualista? A verdade é que o Capitalismo cria um ambiente favorável a isso. Aprendemos desde criança quando nascemos que o natal é a época de ganhar presentes, até o aluno de ensino médio de que deve estudar bastante para ter um futuro bom e um ótimo emprego (em parte isso é verdade, claro), no entanto, esse individuo quando pronto é jogado contra outros para disputar por um mesmo objetivo (poder aquisitivo) , iniciando um jogo de sobrevivência para ver quem se destacará, e ai que entra a ideologia capitalista de que o individuo deve progredir social e economicamente, não importando os artifícios que irá usar, ou caso não consiga será simplesmente descartado.
Muitos acabam aceitando o que lhe é imposto e se acomodam a ideologia, passando a agregar as próprias características capitalistas à sua visão de vida. E o que acontece? O sistema acaba manipulando o próprio ser-humano a acreditar que está tudo bem, a ter a ideia superficial de que ‘’pobre é pobre porque quer’’, a tornar-se cego e não perceber que a pessoas morando de baixo da ponte, a acreditar que ele não tem um dedo de culpa nisso e que é tudo culpa do governo, porque o sistema proporciona isso. Porque o sistema é movido pela própria desigualdade.
“O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a.”
Karl Marx.
O ponto crucial está ai, criamos uma essência alienada. Nos tornamos meros fantoches de um sistema. E então, o homem rompe com os seus princípios e a essência, a real essência humana esvai-se.
domingo, 6 de novembro de 2011
Vivamente morta.
sábado, 29 de outubro de 2011
Apartado.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Clichê verdadeiro.
Eu observo tudo a minha volta e percebo que a cada dia que passa as pessoas vão mudando cada vez mais, prometendo verdadeiramente cada vez menos, e indo embora. Pergunto-me entre tantas pessoas que conheço, quais realmente irão permanecer? Quais fizeram realmente diferença em minha história? Sinto medo. Medo de perder elas. Aquelas que sorriem para mim todos os dias sinceramente e que mesmo com os meus defeitos, me acolhem, me seguram quando estou caindo. Essas sim, eu sentirei falta. Porque eu sei que um dia tomaram seus caminhos, e estarão longe. E então, quando isso acontecer, quem eu vou abraçar? Tenho receio do tempo, gostaria de controla-lo, para que assim o vento soprasse quando eu quisesse e as folhas caíssem quando eu bem entendesse. Mas não sei se teria a mesma graça, talvez tenhamos que mesmo nos agarrar ao tempo que possuímos com essas pessoas especiais, e viver os momentos que ainda nos restam. Sinto que falo como se fosse morrer amanhã, mas quando olho para essas pessoas hoje é como se a cada dia eu fosse perdendo-as, não quero que olhar delas se dissipe com o tempo, nem que o sorriso se corrompa. Eu quero elas por inteiro, quero elas pra sempre. Mas o pra sempre, sempre acaba.
Pois então, como não as terei para sempre, peço a elas que hoje seja o sempre. E mesmo sabendo que tudo isso aqui é um tanto clichê, eu deixarei os clichês tomarem conta de tudo, porque às vezes é necessário simplesmente dizer, mesmo que de uma forma nem um pouco inovadora, dizer como você as ama.
sábado, 1 de outubro de 2011
Iluminada.
domingo, 28 de agosto de 2011
Por ali.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Momentaneamente, só .
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
(...) aurora
Árvores de inverno.
De preferência alto.
sábado, 20 de agosto de 2011
Sexta-feira
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Manchas.
E eu vos digo, novas machas acabaram de surgir, permeando minha vida de uma maneira tão estranha que nem consigo definir. Certas manchas me dão medo, de tão desconhecidas que são, mas intrusas já mancharam sem que eu vos pedisse. Mas de certa forma, são manchas tão interessantes de se ver, sentir, ouvir. Sim! Manchas falam! E como falam. Falam com seu enodoado, e nesse momento não coloque mancha como sinônimo de sujeira e sim de pureza. Porque elas purificaram, e eu lhes peço: Limpem, façam e causem.
Porém, algumas manchas são falsas, com o tempo somem ou logo que colocadas em água saem, essas eu retiro de cena, prefiro que não existam e que vão manchar a brancura de outra vida. Agora você, mancha nova, venha, fique e tome conta de tudo, manche-me por completo, e, por favor, seja uma mancha sincera.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Vontade.
Poderia falar de tantas coisas aqui, mas não consigo. No momento só desejo escrever o que eu quiser, e que isso se desenvolva como bem entender. Que as portas abram e o vento sopre, e que o texto, parágrafo, como quiser definir isso , torne-se uma junção de sentidos, vontades. Porque na verdade é isso que surgiu, uma vontade imensa de simplesmente escrever. Não me julguem, e não esperem um texto bonitinho como alguns outros dizendo sobre o que sinto ou deixo de sentir. Nesse momento eu só digo, e ponto.
É incrível como toda vez que estou ouvindo música a vontade de escrever nasce do nada, floresce sem que eu peça. E foi isso que houve agora. Gostaria desse momento de conseguir simplesmente dizer algo relevante para vocês, mas não consigo, será que uma vez na vida posso escrever sem regras sem imposições? Permitem?
Obrigado.
Sabe, quando fiquei doente e internada, conheci pessoas incríveis, e percebi como era bom estar com pessoas que não me julgariam por dizer o que eu quisesse, pessoas abertas a brincar, sorrir. Sinceridade. É isso que busco nas pessoas, mas nunca encontro. Eu sou sincera demais, e prezo muito isso. Mas por que digo isso no meio desse texto? Não sei. Porque deu vontade.
Acreditem, hoje não estou boa com as palavras, ou melhor, quase nunca estou. Mas de qualquer forma, escrevo, porque quero.
Quero que essa paz de espírito não finde, quero que sejam felizes, apesar de tudo.
E entendam, porfavor. Todos têm necessidades.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Um texto inacabado
Meus passos seguiam no encalço de Clair, chapinhando nas perturbações do caminho pedregoso — inumeráveis poças se estendiam diante de nós, um problema menos relevante quando tínhamos a fúria dos céus a nos despejar água gelada aos trambolhões.
A corrida infundada arrancou-me um bocado de energia e eu tive de parar. Molhado e enregelado até os ossos, não havia mais que fugir. — Espere, Clair! — E recostei, arquejante, numa parede próxima. O contato da pedra com minhas costas também geladas me provocou um tremelique, que foi logo acompanhado dum guincho. — Ah, quer saber? — eu disse, desvencilhando-me da construção e saltando da calçada, pronto a atrever-me bem no meio da viela — então deserta —, dando-me de todo à água celeste. — Como já estamos irreparavelmente molhados, que nos deixemos lavar por completo, não é? — Abri os braços a chamei-a com os dedos. — Venha!
Eu passei a caminhar paulatinamente sobre o chão irregular, sem sentir — ou, mais apropriadamente, sem me preocupar — os pingos que me rasgavam a pele, tão ardentes caíam.
Riamos para alto ainda, rodávamos acompanhando o vento, e deixávamos a chuva cair sem se preocupar com o resfriado que poderíamos pegar. Foi quando chegamos a um jardim, cheio de flores, eram lindas, permeadas por cores, sombras... E ele, em meio à chuva tornava-se mais bonito ainda, as gotículas caiam sob as folhas das arvores e eu me sentia tão bem, como nunca tinha me sentido antes. Era como se eu acabasse de entrar em um mundo subterrâneo, como Alice no País das Maravilhas. Como se eu e ele voltássemos a ser crianças, por um dia.
Era muito agradável o que o acaso nos reservava. Um jardim muito pomposo e diverso! Vi-me a sorrir dentro de uma pintura de Monet e, conquanto não houvesse sol, a paisagem parecia-me satisfatoriamente iluminada. Passeando entre uma sorte de flores que era um deleite, segurei o braço de Clair, pois ela caminhava com maior ligeireza — e, é certo, eu não desejava perdê-la naquela fatia de bosque. Encarando-a de frente, apontei para o caos de pétalas e cores. — De qual flor você gosta mais? — perguntei, eu próprio tentando encontrar minha favorita entre tantas belezas.
Sorri e disse — Gosto de todas. A coisa que mais amo nesse mundo são as flores. Sabe por quê? Porque elas não julgam ninguém e estão sempre abertas para serem tocadas. E você, querido? Hm Tem uma predileta?
Observando o local, olhei para o chão e encontrei um livro caído, tinha capa dura e preta, e era todo adornado com flores, mas engraçado, não possuía nada escrito dentro. Puxei-o para perto e disse: - Boris, o que é isso?!
Encarava as flores, absorto em suas sutilezas várias, descobrindo raridades a cada porção de espaço que o olhar varria. — De fato... Elas são bem gentis. — Sorri. Ante a pergunta de Clair, pus-me a ponderar por um instante sumário, no qual lancei as orbes por todo o entorno, como que para confirmar o que diria a seguir. — Gosto muito dos girassóis. — E apontei para um amontoado de flores amarelas ali perto. O contraste das pétalas solares com o centro negro era admirável... bem como o porte soberbo das flores. — São lindos, não?
Fui despertado de meus distantes devaneios a fitar girassóis com um chamado da garota. Levei alguns segundos para atentar para o que ela me indicava — um livro? Olhei para o objeto e quis pegá-lo. — Deixe-me ver... — Folheei-o sem interesse e o passei a Clair. — Hm, não deve ser nada importante. — Com um suspiro, volvi a atenção ao cenário.
Então o olhei com surpresa e disse - São raras as vezes que um livro não te interessa, Boris.
Observei o livro, estava realmente em branco, suas folhas eram antigas, mas possuíam algo de muito peculiar. Resolvi então fazer um pedido a Boris. –Boris, que tal escrevermos nele todas as nossas aventuras ou se preferir passeios por Paris, aposto que dará uma excelente história! O que acha?
Sorri e lhe passei o livro em branco, e completei: - Quanto aos girassóis, são lindos sim, é como se eles sorrissem para a gente, não? Queria lhe agradecer, por essa viagem maravilhosa que estamos tendo juntos. Hm
Virei-me bruscamente, afetando indignação. Disse, divertido: — Pois são igualmente raros os livros em branco, não é? — Sacudi a cabeça e estalei os lábios, em desaprovação. — Gosto de ler o que há para ler, ora essa! — Com uma risadinha, apertei o passo. Mal havia notado que a chuva cessara de cair... apenas o ar frio da noite fazia com que bailassem as fileiras de flores, tão delicadas quando genuínas bailarinas de carne e osso.
Estaquei em minha caminhada e voltei a Clair. — É uma boa ideia, mas... — Com uma sobrancelha arqueada, olhei com desconfiança para o insólito livro que minha companheira carregava. — Mas e se isso pertencer a alguém? Quer dizer, nós estamos em terreno particular. — Lamentavelmente, aquele deleite de jardim não era público (e não era nosso, tampouco!) — Não devemos nos apoderar de coisas perdidas dessa forma... — Transfigurado num adulto responsável e ganhando ares de bem refletido, apertei o braço cuja mão segurava o objeto misterioso. — Deixe isso aí.
-Sim, são raros e por isso mesmo não posso deixa-lo aqui, jogado! Boris, pode até me importar o fato dele ser de alguém, mas se é de alguém, é de uma pessoa que o despreza, ele está jogado! E é lindo! Adornado com flores, eu sempre quis um livro assim, e você sabe disso mais do que ninguém. Não vou deixa-lo aqui. Está decidido.
Agarrei o livro com força, sorri para Boris e pedi a ele com os olhos para me deixar ficar com o achado precioso. Continuei andando e observando o local, que chegava a me parecer mágico. Chamei Boris que estava um pouco atrás e perguntei: - Que tal brincarmos de pega-pega? -Dei risos altos. - Deve estar me achando uma completa louca, mas acho tão agradável correr entre as flores, por favor, vamos, vamos! -Pedia como uma criança mimada, mas estava trajando um vestido branco e usava uma flor vermelha no longo cabelo, nada remetia a uma criança além do meu olhar suplicando para começarmos a brincadeira.- –Será divertido, está com você! Coloquei o livro em um canto e comecei a correr.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Bitucas de cigarro.
Pior que poluir-se é poluir o mundo. Mas não tem mais jeito, os cigarros são necessários não é mesmo? Joga-los no chão também é. Poluir já tornou-se intrínseco ao ser-humano. Daqui a pouco o mundo só vai ser feito dessas coisas.
A um enfermeiro que não lerá isso.
Só queria dizer para você, que no final... Tudo dá certo.
Não sei porque estou dizendo isso, acho que é só porque quero.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Esboço.
O esboço é o começo, o meio e o fim.
O esboço é ir contra qualquer paradigma e simplesmente tentar traçar as primeiras linhas de um novo quadro.
E nesse momento é isso que estou fazendo, um bosquejo de um projeto inacabado.
Mas esse projeto é diferente, é formado por uma junção de esboços.
Uma gama tão imensa de cores, sons, tentativas, que até me perco...
Me perco dentro das entrelinhas que formam o esboço chamado vida.
Nesse momento, sinto que não devo usar a palavra sinto, porque ela já está tornando-se praxe em meus textos, então eu direi: Desejo e não sinto, eu desejo que esse esboço nunca se torne um texto concreto, e que ele siga em frente conseguindo a cada momento traçar uma nova linha, que ele mude, faça e refaça. Que ele seja.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
O despertar da primavera.
Passáros voam
O vento canta
E a água corre entre as folhas
Respiração viva
Pulsante. Entra em meus pulmões
E purifica-os
Sinto um caláfrio das pontas do dedo do pé
Até o último fio de cabelo.
Sorrio e já nem sei porque
É uma felicidade pura, sincera.
Pois é, acho que a Primavera chegou.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
''Vomitei'' ao ver isso .
Retirado do : http://www.facebook.com/media/set/?set=a.106413292775478.13716.100002204245388#!/photo.php?fbid=111025735638944&set=a.111025725638945.17478.100001945558053&type=1&theaterMeu, por mais que eu não tenha embasamentos científicos para falar a respeito dessa foto, e esteja me baseando apenas em conceitos subjetivos e opinativos, eu digo logo de principio: Achei essa foto ridícula.
Não só a foto , mas o significado em sim. Como assim taxar a posição de seus melhores amigos? Meu Deus do céu, não sei se isso é infantilidade ou burrice mesmo, mas talvez uma junção das duas. Sei que serei super criticada por esse post, porque metade das pessoas que usam o facebook postam fotos desse genêro, mas passando por esse facebook e vendo isso, foi impossível não escrever.
Acham mesmo que podemos classificar nossas amizades, como se cada amigo fosse um troféu ganhado? Posso até estar sendo radical, mas para mim não precisamos de fotos toscas como essa para expressar nossa amizade por determinadas pessoas, muito pelo contrário devemos fazer isso de outras maneiras. Ninguém é objeto de ninguém.
Essa foto é a marca de uma mente corrompida, fútil e mais que isso: Sem essência.
Obs: Se liguem no primeiro amigo, ele tem até uma coroa, nossa que coisa maravihlosa não? Ele é o mais amado, venerado amigo dessa garota que postou a foto. É o rei, gente. ¬¬
Acordada.
Mas hoje sei que meu corpo entrelaçou-se com minha alma e pediu à ela: Paz, calmaria e equílibrio vivente.
Obrigado, querida alma, você me salvou.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Grão, granola.

Eram vários, uma junção de pequeninos grãos formando o composto chamado granola. Frutas cítricas, castanha e o próprio grão.
Era agradável colocar os dedos no pote e pegar um punhado do tão bom alimento.
O sabor não era doce nem amargo. Neutro. E é disso que eu gosto, de momentos neutros que ainda assim podem proporcionar tanta felicidade.
Fico imaginando, se fossemos formados de grãos, uns seriam grãos grandes e imponentes, outros pequeninos e delicados e teriam aqueles que desmontariam-se com um leve tocar de ponta dos dedos.
Agora eu sou um grão, forte e fraco, bom e ruim. Um grão em meio à outros, que ao tocado ouve-se o farfalhar dos outros que estão próximos- suave e barulhento, porém, era um barulho gostoso de ouvir. Tudo compactado, em um só pote.
Um grão mordível, mas que por vezes pode te fazer quebrar os dentes. Não sou um grão classificado, nem feito em industria. Longe de ser rotulado. Sou o grão da terra, o grão puro, o grão-menina...
domingo, 15 de maio de 2011
O Pouco Que Sobrou
Los Hermanos
Composição : Marcelo Camelo
Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou
Mas vou cantar
Pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
O pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
E a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou
Tem gente hipócrita,
Suja,
Nojenta,
Canalha,
Aproveitadora,
Imbecil,
Falsa,
Vulgar,
PARE
de julgar,
de falar por falar,
de mentir,
APRENDA
a dizer,
a ter boa fé,
a buscar ao menos o resto de valor que dá a vida, e...
MUDE
suas atitudes,
seus pseudos-discursos,
seu pérfido olhar,
Que sua aleivosia MORRA.
E nesse momento eu vomito toda a minha raiva por saber que tem gente que não se importa com o outro. Ou melhor, que finge se importar.
sábado, 14 de maio de 2011
Café sem leite.

Ele estava forte, quente, mas ainda assim com açúcar -pois o que seria dele sem uma doçura cristalizada?
Caneta em uma mão. Copo descartável vazio. Mordo o lábio inferior e sinto ainda um leve gostinho adocicado, aumento o volume da música e sinto o tocar do violão, meu corpo intuitivamente começa a balançar em um ritmo leve, acompanhando cada nota. As pálpebras fecham-se e deixo que a calmaria momentânea tome conta do meu ser, sinto o ar entrando em meu pulmão e penso no que escrever.
O som cessa, meus olhos abrem sem que eu peça a eles e eu vejo a vida nitidamente, como ao abrir uma janela e ver o raiar do dia, eu vejo a beleza de cada suspiro, cada passo dado, cada momento...
Duas moças conversam à minha frente, mas só enxergo os lábios abrindo e fechando em uma frequência pautada, soltando provavelmente palavras comuns.
Agradeço por estar nesse instante conseguindo tocar na caneta e desacolchetar a tinta azul que ela possui.
Que venham mais cafés, sem leite e com muito açúcar.





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